Cronologia do escritor brasileiro Joaquim Maria Machado de Assis Fontes: Exposição Machado Vive (Cronologia elaborada por Alexei Bueno); Cronologia enxadrística de Machado de Assis, em "Machado de Assis, o enxadrista", de C. S. Soares (Revista Brasileira, 2008) Produzido por Pontolit (http://www.pontolit.com.br)
Created by cssoares on Jun 15, 2008
Last updated: 03/11/10 at 09:08 PM
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Publica seu último romance, "Memorial de Aires". Entra, a 1 de junho, em licença para tratamento de saúde. Na madrugada de 29 de setembro, às 3h20, morre em casa. É enterrado, segundo sua determinação, ao lado de Carolina, no cemitério de São João Batista.
Publica "Relíquias de casa velha", que abre com o célebre soneto "A Carolina".
Publica o romance "Esaú e Jacó". Com a doença da mulher, segue em janeiro para Friburgo. A 20 de outubro morre Carolina, dias antes de completarem 35 anos de casados.
Nomeado, e 18 de dezembro, diretor-geral da Contabilidade do Ministério da Indústria, Viação e Obras Públicas.
Publica "Poesias completas", onde aparece o seu novo e maior livro de poemas, "Ocidentais".
Publica "Dom Casmurro" e "Páginas recolhidas".
É posto em disponibilidade, no dia 1 de janeiro, em virtude da reforma no Ministério da Viação. Volta como secretário do Ministro Severino Vieira. Exerce deois as mesmas funções com Epitácio Pessoa e Alfredo Maia. Silvio Romero publica seu livro arrasador sobre Machado.
Publicação de um problema enxadrístico de Machado de Assis na "Caissana Brasileira", de Arthur Napoleão.
Fundação da Academia Brasileira de Letras, a "Casa de Machado de Assis".
Publica "Várias histórias". Aclamado, em 15 de dezembro, para dirigir a primeira seção preparatória da fundação da Academia Brasileira de Letras, instituição que preside até morrer.
De dezembro desse ano a outubro de 1898, escreve na "Revista Brasileira"
Com a reforma administrativa, a Secretaria de Agricultura, Comércio e Obras Públicas se transforma em Secretaria da Indústria, Viação e Obras Públicas e Machado passa a diretor-geral da Viação.
Publicação em volume do romance "Quincas Borba". Morte de Maria Inês, madrasta de Machado. Morte de D. Pedro II, em Paris.
Viagem a Minas Gerais, em companhia de Carolina e da família do Barão de Vasconcelos, visitando as cidades de Juiz de Fora, Barbacena e Sítio, atual Antônio Carlos.
É promovido, em março, a diretor da Diretoria de Comércio da Secretaria de Estado da Agricultura, Comércio e Obras Públicas. Proclamação da República e exílio da família imperial.
É elevado, por decreto da Princesa Isabel, a oficial da Ordem da Rosa. Fim da escravidão no Brasil em 13 de maio. No dia 20, participa do desfile organizado para celebrar a abolição.
Publica "Histórias sem data".
Muda-se, com Carolina, para a Rua Cosme Velho, 18, onde viverão até a morte de ambos. Antes haviam morado nas Ruas dos Andradas, Santa Luzia, da Lapa, das Laranjeiras e na do Catete. O chalé em que viveram seria demolido na década de 1930.
Jogos no Club Beethoven, para onde se transferiram os enxadristas e se realizaram vários torneios.
Publica o livro de contos "Papéis avulsos". Entra, a 5 de janeiro, em licença de 3 meses, para tratar-se em Nova Friburgo.
Publica em volume as "Memórias póstumas de Brás Cubas" e "Tu só, tu, puro amor..." De 18 de dezembro até 28 de fevereiro de 1897, escreve com assiduidade na "Gazeta de Notícias" na qual publica, entre outros textos, as famosas crônicas intituladas "A Semana".
Em março, é designado oficial-de-gabinete do Ministro da Agricultura Manuel Buarque de Macedo. É representada, no teatro de D. Pedro II, a comédia "Tu, só tu, puro amor...", por ocasião das festas organizadas pelo Real Gabinete Português de Leitura para comemorar o tricentenário de Camões. Publica, na "Revista Brasileira", o romance "Memórias Póstumas de Brás Cubas" (15 de março a 15 de dezembro de 1880).
Participa do primeiro Torneio de Xadrez realizado no Brasil. Obtém a terceira colocação.
Em junho começa a colaborar na "Revista Brasileira". Em 15 de julho desse ano até, pelo enos, 31 de março de 1898, escreve na revista "A Estação", onde publica, entre outros trabalhos, o romance "Quincas Borba".
De 1 de janeiro a 2 de março publica, em "O Cruzeiro", o romance "Iaiá Garcia", editado no mesmo ano. Colabora com "O Cruzeiro" até 1 de setembro e, no final de dezembro, entra em licença e segue, doente dos olhos e dos intestinos, para Nova Friburgo, onde fica até março de 1879. Nesse período inicia "Memórias Póstumas de Brás Cubas".
Morre seu grande amigo José de Alencar.
Fundação do Grêmio de Xadrez, no Club Politécnico (Rua da Constituição, 47), onde havia reuniões às sextas-feiras. "Match" contra Arthur Napoleão. Grande atividade como solucionador de problemas publicados na imprensa da época.
Entre julho de 1876 e abril de 1878 escreve em todos os números da revista "Ilustração Brasileira". De 6 de agosto a 11 de setembro, publica em "O Globo" o romance "Helena", editado no mesmo ano. Em dezembro, se torna chefe da seção da Secretaria de Agricultura.
Fundação da "Gazeta de Notícias", que terá Machado como assíduo colaborador. Publica "Americanas", seu terceiro volume de poesias.
De 26 de setembro a 3 de novembro, publica, em "O Globo", o romance "A mão e a luva", que sai em livro no mesmo ano.
Publica o livro de contos "Histórias da meia-noite" e a tradução de "Higiene para uso dos mestres-escolas", do Dr. Gallard. Nomeado, a 31 de dezembro, 1o. oficial da 2a. seção da Secretaria de Agricultura, Comércio e Obras Públicas.
Publica seu primeiro romance, "Ressurreição", e integra a comissão do "Dicionário Marítimo Brasileiro".
Publica seu segundo volume de versos, "Falenas", e "Contos fluminenses".
Faustino Xavier de Novais morre em agosto. A 12 de novembro, Machado casa-se com Caroina Augusta Xavier de Novais na capela particular da casa do Conde de São Mamede, no Cosme Velho.
Em fevereiro, em resposta a uma carta aberta de José de Alencar, apresenta ao público o jovem poeta baiano Antônio de Castro Alves.
Agraciado por D. Pedro II com a Ordem da Rosa, no grau de cavaleiro. Nomeado ajudante do diretor de publicação do "Diário Oficial", cargo que exercerá até 1874.
Partidas avulsas de xadrez no Club Fluminense
Com a morte, no Porto, da mãe de Faustino Xavier de Novais, sua irmã Carolina embarca para o Brasil. Machado publica a comédia "Os deuses de casaca" e, no "Diário do Rio de Janeiro", sua tradução do romance "Os trabalhadores do mar", de Victor Hugo, que sai em três volumes no mesmo ano. Em visita a Faustino Xavier, que apresentava distúrbios mentais, conhece Carolina.
Morre Francisco José, pai do escritor. Publica seu primeiro livro de versos, "Crisálidas".
Publica "Teatro de Machado de Assis", volume composto pelas comédias "O protocolo" e "O caminho da porta".
Iniciação ao jogo, provavelmente, contagiado pelo entusiasmo do amigo Arthur Napoleão.
Colabora com a revista "O Futuro", de Faustino Xavier de Novais, e no "Jornal das Famílias". Em 31 de dezembro se torna censor teatral no Conservatório Dramático Brasileiro.
Publica a comédia "Desencantos" e a tradução da sátira "Queda que as mulheres têm para os tolos".
Ingressa como redator no "Diário do Rio de Janeiro", on de permanece até 1867. A partir daí, escreve para "A Semana Ilustrada" até 1875.
Começa a escrever regularmente na revista "O Espelho", exercendo a crítica teatral e outros gêneros. Traduz, com outros colaboradores, "O Brasil Pitoresco", de Charles Ribeyrolles.
De 11 de abril desse até 26 de junho do seguinte, escreve em "O Paraíba", de Petrópolis e colabora com o "Correio Mercantil". Chega ao Rio de Janeiro o poeta português Faustino Xavier de Novais, irmão de Carolina, futura esposa de Machado.
Colabora regularmente com poemas na "Marmota Fluminense", de Paula Brito.
Francisco José, pai de Machado, casa-se com Maria Inês da Silva. Neste ano Machado passa a trabalhar na tipografia de Paula Brito, na atual Praça Tiradentes. Em 3 de Outubro deste ano, publicou, no "Periódico dos Pobres" o seu primeiro poema, o soneto "À Ilma. Sra. D.P.J.A"

